segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O AMOR E O SEXO NESSES TEMPOS MODERNOS E NADA ROMÂNTICOS



Aquele clima romântico, de pura sedução, que fazia bater mais forte o coração dos jovens enamorados, está se dissolvendo gradativamente com o avançar do progresso tecnológico.
Até meados dos anos 90, havia algo de muito bom e estimulante na paquera tradicional, onde ocorriam o flerte, a troca de olhares, a aproximação para os contatos iniciais, os passeios,  os beijos extravasando desejo, o escurinho do cinema, e muitos outros detalhes que enterneciam e incendiavam os corações apaixonados.

Somente após a garota conhecer um pouquinho mais, e ter alguma clareza de seus sentimentos em relação ao parceiro, chegava-se ao momento do sexo. Era um acontecimento especial. Não se trata da perda ou exigência da virgindade. Essa questão já deixou de ser tabu há muito tempo.

A internet, através das redes sociais, sites de relacionamentos, e de todo o universo da web estão aos poucos sepultando aqueles encontros clássicos, que além de agradáveis, auxiliavam os casais a se conhecerem um pouco mais, antes de transarem. 
Segundo Ricardo Veronese, ator paulista e colunista, "aplicativos de encontros substituíram o olho no olho,  perdeu-se a leveza dos encontros, antigamente, tudo era mais leve, sereno, delicioso....."

Os homens interessados num relacionamento com compromisso, andam com saudades da paquera tradicional, onde de forma não apressada, porém, prazerosa, seguia-se um passo à passo, cujo objetivo, era conhecer o outro melhor, para depois então, surgir o envolvimento, a sedução e a conquista. Todo esse processo passava a ideia de um real interesse por um relacionamento com envolvimento emocional.
Correr atrás da princesa, e conquistá-la, era muito gratificante.  Massageava gostosamente o ego de qualquer homem. Era como ganhar um troféu precioso. Não podemos dizer o mesmo quando algo é muito fácil e até oferecido. Perde-se o mistério e o encantamento.



A supervalorização do sexo, e o empobrecimento das relações emocionais

Atualmente, na fase da paquera, as pessoas estão pré julgando e avaliando o outro de forma rápida e fria, sem ao menos darem uma chance de se conhecerem melhor. Estão seguindo a lógica do mundo virtual, onde tudo é instantâneo.


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Se nos primeiros encontros, o homem for um pouco contido, e optar por conversar um pouco mais, para conhecer a garota, e não manifestar pressa em fazer sexo, é bem provável que a mulher o considerará um tanto devagar;

Se não demonstrar afobação, e demorar um pouquinho mais para querer transar, ela poderá achar que ele não se sentiu tão atraído por ela, ou a desconfiar que talvez ele seja um gay enrustido;

No entanto, se o homem chegar com "muita sede ao pote" e sugerir fazer sexo com a garota já no primeiro encontro, é provável que ela o fará, apesar de achar que ele foi apressado demais, e que no fundo, deve ser mais um cafajeste interessado somente numa noite de sexo e nada mais;

E se na primeira transa, o homem falhar na hora H, é quase certo que ele será riscado da vida dela, sem ao menos ter tido a chance de um segundo encontro.  

O fato é que nesses tempos modernos e nada românticos, de sexo casual, relações descartáveis, etc, o cavalheirismo e o romantismo, tornaram-se sinônimo de coisa antiga e brega. 
Pode parecer loucura, mas, com toda essa mudança comportamental, talvez não seja tão absurdo e cômico, o homem ser direto, e perguntar já no primeiro encontro, se ela está interessada em amizade, sexo casual, P.A., ou num relacionamento com envolvimento emocional.
Se a garota ainda for do tipo romântica e não tão moderna, você correrá o risco de ficar falando sozinho, no entanto, se ela for moderninha, você terá a chance de algo mais.

Quando o sentimento é sincero e verdadeiro



Finalmente, se você estiver apaixonado e a fim de um relacionamento sério, esqueça tudo, e se deixe levar pelo seu coração.
Quando duas pessoas estão sintonizadas no mesmo sentimento, a relação fluirá de forma serena e natural. Não terão que ter pressa para transar, como se quisessem provar algo para si e para o outro. O sexo acontecerá por consequência, no momento certo, sem afobação, cobranças ou pressões.
Tão, e não menos importante que o sexo, é a riqueza das relações emocionais, que permitem o amadurecimento e a satisfação íntima num nível mais profundo da vida à dois.
Ufa...!, nem tudo está perdido. 


Quando o sentimento é sincero, 
não precisa explicá-lo, basta vive-lo.
Pedro Schier

Luiz Lira
Atuo na área de Recursos Humanos.
Nas horas vagas, gosto de ler, refletir e opinar sobre comportamento, relacionamentos e dilemas do cotidiano. 
Sei que não escrevo textos com maestria, porém, gosto de compartilhar temas que estimulem a reflexão.